sexta-feira, 2 de junho de 2017

02 de Junho, 16:23

O cigarro se desfaz nas pontas dos dedos e em gritos silenciosos de abstinência de seu toque, sigo inquieto à beira da janela. O suspiro da antecedência traz a ansiedade à tona, e salvo mentalmente as nossas vozes ao longo das linhas de confissão. O único lugar que eu quero estar é em sua sala vermelha, em seu colo, vermelho. Me esforçando para parecer que não estou me esforçando tanto para que tudo dê certo. A ansiedade bate novamente, agora apenas andando em círculos, reproduzindo músicas do ensino médio na minha cabeça. Meus lábios sentem falta e anseiam a sua pele, a pele em que eu me sinto seguro. Apesar do futuro incerto, é confortante saber que as preocupações excessivas não existem mais. Paz, paz o vento traz. É amor? Provavelmente, ofereceu para nos levitar, levitar dos lençóis aos espasmos que a boa vida traz. Compra, um cigarro para reacender a chama.

Thomaz Alves 

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