O cigarro se
desfaz nas pontas dos dedos e em gritos silenciosos de abstinência de seu
toque, sigo inquieto à beira da janela. O suspiro da antecedência traz a
ansiedade à tona, e salvo
mentalmente as nossas vozes ao longo das linhas de confissão. O único
lugar que eu quero estar é em sua sala vermelha, em seu colo, vermelho.
Me
esforçando para parecer que não estou me esforçando tanto para que tudo dê
certo. A ansiedade bate novamente, agora apenas andando em círculos,
reproduzindo músicas do ensino médio na minha cabeça. Meus lábios sentem falta
e anseiam a sua pele, a pele em que eu me sinto seguro. Apesar do futuro
incerto, é confortante saber que as preocupações excessivas não existem mais. Paz,
paz o vento traz. É amor? Provavelmente, ofereceu para nos levitar, levitar dos
lençóis aos espasmos que a boa vida traz. Compra, um cigarro para reacender a
chama.
Thomaz Alves
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