sexta-feira, 22 de março de 2013

Ansiedade

Perdida na imensidão das palavras, sem saber onde me esconder, mesmo sabendo que existem diversos lugares dispostos a me acolher, porém não é o suficiente. A ansiedade anda perseguindo-me, atrás de mim, ou talvez ao meu lado, soltando alguns bocejos tão fortes que geram arrepios em minha nuca. Às vezes a sinto tão perto que meu estômago dá reviravoltas e então tenho vontade de vomitar, colocar para fora o desnecessário. Nem a fumaça do meu cigarro consegue amenizá-la. Todos os maços existentes não seriam capazes de afastá-lá.
Decidi tentar fugir, correr em direção ao canto escuro que andei observando há anos, aquele cantinho tão esquecido quanto o porão de uma casa, tão inútil quanto um parque de diversões em dias de chuva. E então percebi que ainda não era o suficiente, me esconder ou tentar fugir. Permaneci parada, encarei-a de frente, como quem não quer nada. Não obtive respostas, ela continuou ali, respirando, bocejando, enlouquecendo-me. Ansiedade disfarçada de insônia, ou vice-versa. Por qual razão não vai embora de vez? Teu "fetiche" é deixar-me sem sono, sente prazer em analisar meus inúmeros movimentos na cama, minha dificuldade em fechar os olhos, em esquecer, por alguns segundos, os pensamentos atormentados que me rodeiam em uma noite escura e vazia de uma terça-feira qualquer. Talvez seja somente o seu trabalho: matar aos poucos os meus sonhos (e pesadelos).

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